Música gospel (do
inglês gospel; em português, "
evangelho")
[1] ou
música evangélica é um
gênero musical composto e produzido para expressar a
crença, individual ou comunitária,
cristã.
Como outros gêneros de
música cristã, a criação, a performance, a influência e até mesmo a definição de música
gospel
varia de acordo com a cultura e o contexto social. A música gospel é
escrita e executada por muitos motivos, desde o prazer estético, com
motivo
religioso ou
cerimonial, ou como um produto de
entretenimento para o
mercado comercial. No entanto, um tema de música gospel é
louvor,
adoração ou graças a
Deus,
Cristo ou o
Espírito Santo.
Etimologia da palavra gospel
Em
inglês, "gospel", derivada do
inglês antigo "God-spell" que significa
good tidings, ou
good news, em português, "boas novas," aludindo ao
Evangelho bíblico que nos narra as "boas novas ao mundo" — ou seja, a vinda de Cristo ao Mundo —, pelos livros dos
Evangelhos Canônicos de Mateus, Marcos, Lucas e João. Uma tradução literária da palavra grega,
euangelion para o Inglês
eu- "good", -angelion "message", que significa em Português, boa mensagem". Originalmente, no
grego Clássico,
angelion referia-se a gorjeta que se dava ao mensageiro que entregava uma (
eu = boa) mensagem ("o antigo
correio"), mas já dos anos de Cristo a palavra se cunhou no significado de "
mensagem". A palavra grega,
euangelion
é também a fonte do termo "evangelista". Os autores dos Evangelhos
Canônicos Cristão são conhecidos como os evangelistas. Geralmente, nos
Estados Unidos, o termo
gospel é uma referência a trabalhos do gênero de
literatura cristã antiga.
[2]
Antes do primeiro evangelho ser escrito (Marcos, c65-70
dC),
[3] Paulo, o Apóstolo, usou o termo
euangelion quando ele lembrou ao povo da Igreja de Corinto:
…o evangelho que vos anunciei … (I Coríntios 15:1).
[4]
Paulo asseverou que eles estavam sendo salvos pelo Evangelho, e ele
caracterizou nos termos mais simples, enfatizando a aparição de Cristo
após a Sua Ressurreição (15:3-8).
[4]
O uso extensivo mais cedo de "euangelion" (
gospel) para indicar um gênero específico de escrever datas ao
Século II: o bispo
Justino Mártir, por volta do ano
155 dC, em "1 Apologia LXVI," escreveu:
"… os Apóstolos, nas suas memórias escritas por eles, a qual são chamada de Evangelhos."[5]
Na
Introdução ao Velho Testamento de Henry Barclay Swete, páginas 456
[6]-457,
[7] diz:
"Euangelion no LXX ocorre somente no plural, e talvez somente no sentido clássico de
uma recompensa pelas boas notícias" (II Sam. 4:10; 18:20; 18:22; 18:25-27[8] e II Reis 7:9.[9] No Novo Testamento o termo aparece apropriadamente as circunstâncias das boas novas Messiânica (Marcos 1:1; 1:14),[10] provavelmente derivando este novo significado do uso Euangelion
em Isa. 40:9; 52:7; 60:6 e 61:1.[11]
No Novo Testamento, o "evangelho" significava a proclamação do poder da salvação de Deus através de
Jesus de Nazareth, ou da mensagem do
Ágape proclamada por Jesus de Nazareth. Este é o uso no Novo Testamento original (por exemplo: Marcos 1:14-15
[10] ou I Coríntios 15:1-9;
[4] veja também "G2098 de Strong").
[12] A palavra ainda é usada neste sentido.
[editar] A história da música gospel ou evangélica
Ainda que o termo, "Música
Gospel", possa abranger um campo da
Música muito vasto, seus estilos, embora com nomes variados, possuem
todos uma mesma essência e raiz — a música cristã negra nos Estados
Unidos da América. Talvez um dos velhos estilos da música negra que
realmente se aproximou do
Gospel, foi o
Negro Spirituals (em português, as canções harmoniosas dos "Espirituais dos Negros").
O foco desta breve história é a música que fluiu da igreja
Afro-americana e inspirou uma
cornucópia de corais modernos, artistas do mercado
Rhythm & Blues, e o atual
Gospel contemporâneo (
Música Cristã Contemporânea), além de outros estilos musicais do gênero.
Alimentado pela gigantesca indústria multi-bilionária de gravação musical nos
Estados Unidos, o "pequeno infante" da música
Gospel pulou do seu berço humilde e cristão e atravessou as muralhas da igreja para um mercado bem diferente do mundo atual. E, o
Gospel continua a crescer. De acordo com a revista Norte-americana,
Gospel Today, dentre 2003 e 2008, sete
gravadoras criaram divisões especiais somente para lidar com artistas
Gospel; as estatísticas da mesma publicação indicaram que os
selos independentes cresceram 50%, e o rendimento das vendas só de música
Gospel chegou a triplicar nas últimas décadas, de US$180 milhões de dólares em
1980 a US$500 milhões em
1990.
[13]
Thomas A. Dorsey (1899-1993), compositor de sucesso tipo
There Will Be Peace in the Valley, é considerado por muitos,
O Pai da Música Gospel. No início de sua carreira ele era um importante pianista de
Blues, conhecido aliás por
Georgia Tom. Ele começou a escrever
Gospel depois que ouviu
Charles A. Tindley (1851-1933) numa convenção de músicos na
Filadélfia, e depois, abandonando as
letras mais
agressivas de outras canções, não abandonou, contudo, o
ritmo de
Jazz
tão parecido com o de Tindley. A Igreja inicialmente não gostou do
estilo de Dorsey e não achou apropriado para o santuário, na época. Em
1994, após o seu falecimento, a revista Norte-americana,
Score, publicou um artigo com o título:
The Father of Gospel Music (em português, "O Pai da Música
Gospel"); neste artigo a revista declara que quando Dorsey percebeu, no início de sua carreira com o
Gospel, que muita gente estava brigando contra a música
Gospel, ele estava "determinado para carregar a bandeira" a favor do
Gospel, bem entendido. Assim ele fez. Ele investiu em 500 cópias da canção dele,
If you See My Saviour
(em português, "Se Você Ver o meu Salvador") e enviou para diversas
igrejas do país. Levou quase três anos para ele conseguir mais pedidos
da música e ele quase retornou a tocar o
Blues. Mas Dorsey não desistiu e com ajudas de outros bons músicos ele foi em frente. Trabalhou com as cantoras,
Sallie Martin (1896-1988) e
Willie Mae Ford Smith (1904-1994), escreveu centenas de músicas
Gospel e testemunhou a sua música
subir no púlpito das igrejas—aonde, uma vez, recusaram ela de subir! Dorsey fundou a Convenção Nacional de Corais
Gospel nos
Estados Unidos, em 1932, uma organização que ainda existe até hoje na origem da música gospel.
[13]
[editar] O desenvolvimento do Gospel
Muitos outros novos nomes apareceram. talvez fossem
"prisioneiros de uma velha corrente, mas agora estavam salvos" prontos para alimentar a nova corrente do
Gospel, como
Mahalia Jackson,
Clara Ward e
James Cleveland.
Mahalia Jackson (1911-1972) foi convidada para cantar no televisionado
Ed Sullivan Show, minutos antes do eternizado discurso pró-liberdade negra de
Martin Luther King, que ele disse as palavras certas na hora certa:
I have a dream
(em Português, "Eu tenho um sonho"). Mahalia acabou sendo a convidada
para cantar durante a cerimônia do funeral do Rev. King; talvez, como
num toque de mágica, ela escolheu uma canção de Dorsey:
Take My Hand, Precious Lord (em Português, "Segure a minha mão, Amado Pai").
Clara Ward (1924-1973) junto ao
The Ward Singers, foi uma artista com presença e substância. Sua canção
Surely God is Able foi comentada como o primeiro
disco de platina após a
Segunda Guerra Mundial. Mas esta informação não pode ser confirmada pois a
RIAA mantém que
Edwin Hawkins Singers foi o primeiro vencedor do
disco de ouro com um Gospel, em
1968, com o famoso sucesso,
Oh, Happy Day, desde que a
RIAA
começou a manter as estatísticas nas vendas dos discos, mas Ward
influenciou muitos artistas com seu estilo, incluindo nomes como
Little Richard e
Aretha Franklin, que mantém que Ward era seu ídolo.
[13]
James Cleveland (1932-1991): se Dorsey foi aclamado, por muitos da indústrias e seus seguidores, como
o pai da música Gospel, o
cantor Cleveland foi coroado, pelos seus admiradores,
"The King of Gospel" (em Português, "O Rei do Gospel"). Ele recebeu nada menos do que quatro
GRAMMYs, incluindo um póstumos pelo seu álbum
Having Church.
Assim como Clara Ward, James Cleveland tinha muita presença com sua
audiência. Ele não teve uma reputação de ter uma boa voz, mas ele
conseguia agradar a todos que o ouvia. O seu grande feito foi fundar sua
organização, em
1967,
Gospel Music Workshop of America, considerada a maior convenção de
Gospel do mundo, hoje, com mais de 185 escritórios de representações distribuídos pelos Estados Unidos.
[14]
[editar] O gospel no mercado comercial moderno
O Gospel Moderno em sua forma original era geralmente interpretado por um solista, acompanhado de um
coro e um pequeno
conjunto instrumental.
[15] Grandes intérpretes da música norte-americana começaram assim, como cantores de
Gospel nas
igrejas. É o caso de
Mahalia Jackson,
Bessie Smith e
Aretha Franklin, além de
Ray Charles e
Solomon Burke. O
Gospel
foi também se influenciando, assumindo formas às vezes surpreendentes
em se tratando de música religiosa. É o caso dos quartetos
Gospel, surgidos após a
Segunda Guerra Mundial, com suas músicas gritadas, com danças e roupas extravagantes. Deste estilo foram influenciados grupos e cantores
rock dos anos 1950, desde "
Bill Haley e seus Cometas", passando por
Jerry Lee Lewis, até
Elvis Presley nos anos da década de 1960.
Desde as décadas de 80 e 90 tiveram grande importância os corais e solistas, com destaque para
Kirk Franklin e
Fred Hammond. No Brasil os corais começaram a surgir nessa época, como o
Raiz Coral, de
Sergio Saas e
Scooby,
Coral Kadmiel,
Coral Kemuel,
Coral Etnã formado por
Lael Martinez,
Coral Resgate, e além de cantores solo e bandas como
Ton Carfi,
Karina Carfi,
Leonardo Alcântara,
Daniel Ribeiro(Panthro), "
Karlus Antony",
Shirley Carvalhaes,
Leonardo Gonçalves e muitos outros
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