Matéria do Fábio Lupurini,jornal de Londrina sobre sertanejo universitário..
Cada vez mais, o gênero sertanejo universitário ocupa espaços nas casas noturnas, rádios e eventos // Mas há quem resista à onda //
É o que mostra essa boa matéria do Fábio Luporini, do Jornal de
Londrina, que destacamos aqui em nosso blog, para que você deixe o seu
comentário a respeito // Você acha que o sertanejo universitário tá com essa bola toda? // Ou tem vida curta? //
Uma
febre. Quem gosta, é porque é fã mesmo. Quem não gosta, quer distância.
O fato é que o sertanejo, principalmente o gênero universitário,
invadiu as casas noturnas e está nas paradas de sucesso das rádios.
Extrapolou as fronteiras das emissoras especializadas para ganhar espaço
na frequência pop, com versões adaptadas. De olho no sucesso, várias
casas da cidade já abriram espaço para o sertanejo universitário:
Escritório Bar, Clube 2800, Balacobar, Mansão Palhano, Villa Boêmia,
Santarena, Da Silva, Beer House…
Nem só a ExpoLondrina, que será
realizada de 7 a 17 de abril, aderiu às pesquisas de opinião para
definir a grade de shows – com exceção da abertura, com o grupo de
pagode Exaltasamba, só há duplas sertanejas na programação. Há um ano
com a nova marca, a boate Santarena abre as portas exclusivamente para o
sertanejo: tudo por causa das sondagens. “Fizemos pesquisas na UEL,
Calçadão e até na fila da boate. Entre todos os ritmos, o sertanejo foi
evidenciado em 80%. Houve locais em que deu 89%”, conta Adriana
Parissenti, gerente da casa.
Na opinião de Valdomiro Chammé,
dono do Bar Valentino, o estilo obedece a estratégias mercadológicas.
que resiste à invasão do sertanejo universitário. “Considero um
oportunismo de mercado. Envolve um grande marketing”, critica. Chammé
prevê um tempo para o fim da moda do sertanejo universitário. “É um
ciclo que acontece a cada sete ou oito anos, de renovar o mercado”,
afirma. Chammé reconheceu, entretanto, que a febre tem feito ricas as
duplas que apostam a carreira no ritmo. “Músicos com formação erudita
tocam em duplas sertanejas por questão de subsistência, como
protagonistas ou acompanhantes”, diz. Um fator, segundo Chammé,
influencia: a quantidade de bons estúdios que servem aos músicos.
Alguns, inclusive, adotam a cidade – é o caso de Luan Santana.
O Valentino e outros bares da
cidade – como o Vitrola e o Brasiliano – resistem à febre do sertanejo
universitário. “O sertanejo autêntico é bem-vindo. Eventualmente a gente
toca o de raiz. Mas não temos tradição e não é o nosso foco”, explica
Chammé. Talvez justamente o sertanejo de raiz um dia volte à crista da
onda. Dependerá, obviamente, da vontade da indústria que ganha dinheiro
com a moda do sertanejo.
Alguns críticos afirmam que o
sertanejo universitário é musicalmente pobre. Os adeptos rebatem. “As
duplas começam em churrascos de faculdade, vão para os bares e ganham os
palcos. A coisa vai se profissionalizando”, ressalta Renan Masaro, da
dupla Tony & Renan.
Adriana é da opinião de que o
sertanejo está migrando para o pop. “É uma tendência misturar o pop e um
pouco da vaneira”, comenta. Também diz acreditar ser um ciclo, algo que
muda conforme a demanda. “Acredito que a forma como cada um canta pode
até cair de moda, mas o sertanejo não perde o lugar”, avalia.
(fonte;BLOG JOAQUIM DE PAULA)
Nicolli Alves...
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