domingo, 9 de dezembro de 2012

Matéria do Fábio Lupurini,jornal de Londrina sobre sertanejo universitário..

Cada vez mais, o gênero sertanejo universitário ocupa espaços nas casas noturnas, rádios e eventos //  Mas há quem resista à onda // É o que mostra essa boa matéria do Fábio Luporini, do Jornal de Londrina, que destacamos aqui em nosso blog, para que você deixe o seu comentário a respeito // Você acha que o sertanejo universitário tá com essa bola toda? // Ou tem vida curta? //

Uma febre. Quem gosta, é porque é fã mesmo. Quem não gosta, quer distância. O fato é que o sertanejo, principalmente o gênero universitário, invadiu as casas noturnas e está nas paradas de sucesso das rádios. Extrapolou as fronteiras das emissoras especializadas para ganhar espaço na frequência pop, com versões adaptadas. De olho no sucesso, várias casas da cidade já abriram espaço para o sertanejo universitário: Escritório Bar, Clube 2800, Balacobar, Mansão Palhano, Villa Boêmia, Santarena, Da Silva, Beer House…
Nem só a ExpoLondrina, que será realizada de 7 a 17 de abril, aderiu às pesquisas de opinião para definir a grade de shows – com exceção da abertura, com o grupo de pagode Exaltasamba, só há duplas sertanejas na programação. Há um ano com a nova marca, a boate Santarena abre as portas exclusivamente para o sertanejo: tudo por causa das sondagens. “Fizemos pesquisas na UEL, Calçadão e até na fila da boate. Entre todos os ritmos, o sertanejo foi evidenciado em 80%. Houve locais em que deu 89%”, conta Adriana Parissenti, gerente da casa.
Na opinião de Valdomiro Chammé, dono do Bar Valentino, o estilo obedece a estratégias mercadológicas. que resiste à invasão do sertanejo universitário. “Considero um oportunismo de mercado. Envolve um grande marketing”, critica. Chammé prevê um tempo para o fim da moda do sertanejo universitário. “É um ciclo que acontece a cada sete ou oito anos, de renovar o mercado”, afirma. Chammé reconheceu, entretanto, que a febre tem feito ricas as duplas que apostam a carreira no ritmo. “Músicos com formação erudita tocam em duplas sertanejas por questão de subsistência, como protagonistas ou acompanhantes”, diz. Um fator, segundo Chammé, influencia: a quantidade de bons estúdios que servem aos músicos. Alguns, inclusive, adotam a cidade – é o caso de Luan Santana.
O Valentino e outros bares da cidade – como o Vitrola e o Brasiliano – resistem à febre do sertanejo universitário. “O sertanejo autêntico é bem-vindo. Eventualmente a gente toca o de raiz. Mas não temos tradição e não é o nosso foco”, explica Chammé. Talvez justamente o sertanejo de raiz um dia volte à crista da onda. Dependerá, obviamente, da vontade da indústria que ganha dinheiro com a moda do sertanejo.
Alguns críticos afirmam que o sertanejo universitário é musicalmente pobre. Os adeptos rebatem. “As duplas começam em churrascos de faculdade, vão para os bares e ganham os palcos. A coisa vai se profissionalizando”, ressalta Renan Masaro, da dupla Tony & Renan.
Adriana é da opinião de que o sertanejo está migrando para o pop. “É uma tendência misturar o pop e um pouco da vaneira”, comenta. Também diz acreditar ser um ciclo, algo que muda conforme a demanda. “Acredito que a forma como cada um canta pode até cair de moda, mas o sertanejo não perde o lugar”, avalia.
(fonte;BLOG JOAQUIM DE PAULA)
Nicolli Alves...

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